
Renoir
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E se a poeira do vento me soprar?
Se ela sussurrar no meu ouvido bem baixinho?
O que eu diria a ela?
O que eu faria com os grãos de poeira que repousariam na sentinela dos meus cabelos?
Os reflexos loiros os esconderiam?
Incomodariam-me?
Ou será que apenas voariam pela imensidão das ruas?
Qual a trilha sonora para esta cena de novela?
Seria o piano minimalista de Yann Tiersen ?
Ou seria quadro renascentista de Renoir, que melhor expressaria?
E se eu dissesse que o vento me soprou?
Que ele sopra a cada instante.
A cada brilho não revelado.
A cada chão mal encaixado.
A cada cheiro sustentado pelo ar.
A cada verso pairando nas cabeças.
Seria luz ou escuridão?
Seria pé ou seria chão?
Seria beijo ou só desejo?
Seria casca ou teria alma?
Não sei.
A única coisa que sei através do sentir, é que o vento me sopra na via de contramão.
Os grãos me sussurram baixinho.
Uma pena; só ouve, quem tem ouvidos para enxergar. E só vê, quem tem olhos para desvendar.
É preciso sentir mais, viver mais, se entregar mais.
É preciso ser inteiro. Não vou me fragmentar.
No máximo me libertar.
E me transfomar em grãos.
E quem sabe, sussurrar em ouvidos.
E quem sabe, beijar bocas.
E quem sabe, tocar almas.
E quem sabe, escrever palavras.
Que um dia dirão: saiba amar.
Saiba esperar.
Saiba ouvir e ver o impossível acontecer.
Quando? Como?
Quando a poeira do vento soprar... esteja lá, para ver com o coração.
Ela dirá: está tudo dentro de você. Apenas, saiba ver.
Vê?
O impossível acontecer dentro de você...
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Inspirado na música Good Bye Lenin- de Yann Tiersen.
Link para ouvir ao ler: http://bit.ly/a5MEy9
Quando o vento nos sopra pra longe corremos o risco de nos perder um pouco...mas há a esperança de nos encontramos mais adiante...
ResponderExcluirlindos versos!
obrigado pelo comentário lá no blog...e pela pergunta no formspring...
beijos