domingo, 5 de setembro de 2010

Aborto


Frida Kahlo
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O coração acordou pesado feito as nuvens escuras no céu.

Foi abortando, pouco a pouco, as belas promessas de um horizonte radioso.
Um dia, foi difícil diluir em gotas de saudade, a negação do amor não vivido.
Depois, o desejo não concluído.
Agora, o que mais havia de mais precioso e que havia os unido.

Sim, a tristeza ia passar. Desabar em gotas de chuva lágrima escorrendo pelas ruas da incompreensão.
Mas a mágoa, a velha caquética rangendo de dor, demoraria a morrer em paz.
E a inconformação de uma velha ferida que nunca deixava de sangrar, talvez um dia encontraria resposta.

As palavras ficaram assim, jogadas ao relento... como os sonhos, a fé, o feto abortado do melhor que poderiam ser.

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Um comentário:

  1. Engraçado como eu identifiquei essa história com a de uma amiga, a qual conversamos no domingo pelo MSN. hehehehe
    Interessante, deu para perceber a tua expressão de um jeito especial, relendo o contexto desse poema. O desabafo através das letras dirime a tristeza.
    Não fique assim triste. Eu creio que conseguirá passar por esse momento com paz e serenidade em tua vida.
    Espero que consiga superar obstáculos e caso as coisas continuem desse jeito torço para que retome o teu dom artístico tenha outra parceria e realize esses sonhos. Eu sei que você poderá chegar longe e vencer os desafios.
    Desse modo, te desejo que essa mágoa passe se as coisas realmente se concretizarem e possa viver assim feliz. Eu te peço que não desista dos teus sonhos, por causa de ninguém. Acredite! Lute! Eu acredito no teu talento. Siga em frente!
    PS: Caso esse comentário diga mais que deveria favor apagá-lo, dar um sorriso e não se esquecer de guardar essas palavras em teu coração.

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