segunda-feira, 31 de maio de 2010

Estamos a sós?

Marc Chagall
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Um cavalo.

Uma noite.

Uma ponte entre sim e  não.

Uma canção ao fundo da fusão.

Uma cavalgada.

Uma sombra calada que guarda segredo à luz da noite.

É o véu do desejo rasgando ao léu do relento. Rasga o vestido, enudecendo corpo e enchendo poros de arrepios.

Uma boca no cio e nua. 
Sem palavras.
Quase crua.
Na contramão.
Sem distrações.
Sem obrigações.
Só sermão do beijo.

Um beijo impiedoso.
Maldoso.
Ouve gemido implorante e não se aquieta.

Adiante de nós, o mundo sensório dos lençóis.

Estamos a sós?

Então, por favor:  Cala-te! E me beije...

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Referência:    http://bit.ly/bcK17S

3 comentários:

  1. Uma boca no cio e nua?
    Posso vestí-la com a minha?

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  2. Mila, que poesia romântica! Em contemplação ao quadro me remontei ao descrito nesses versos.
    As lembranças de que um amor esteja por perto e um dia surgirá minha amada a quem me dedicarei.
    Tenha uma excelente semana, continue assim nesse caminho e insista nas composições, boa noite!

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  3. estou mesmo só
    já tive um cavalo
    numa ponte entre o sim e o não
    sempre uma canção ao fundo, bela, envolvente
    uma cavalgada numa potranca maravilhosa
    essa sombra na calada da noite, tantos segredos assim?
    quais são seus segredos mais secretos?
    rasgando o vestido, enudecendo esse corpo perfeito
    em toques selvagens e sensíveis
    ah! essa boca no cio e nua!
    não precisa palavras, talvez sussurros!
    Crua.
    na contramão?
    sem distrações
    uma só obrigação: te fazer feliz
    ah! esse sermão...
    do beijo
    impiedoso? maldoso?
    gemidos no meu ouvido
    nem importa quais lençóis serão
    estou mesmo só!
    pensando nessa potranca maravilhosa e sua cavalgada alucinante
    então calo! e sonho em beijar-te infinitamente!

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